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Distúrbios digestivos mais comuns e quando investigar

As farmácias vendem antiácidos, laxantes e digestivos efervescentes como se queimação após o café e estufamento após o almoço fossem condições normais de existência. Em parte, cumprem o que prometem: aliviam o sintoma. Mas aliviar sintoma não é tratar a causa, e mascarar o sinal de alerta do corpo por meses ou anos tem consequências clínicas concretas.

Como cirurgião do aparelho digestivo, vejo com frequência pacientes que chegam com esôfago de Barrett, uma lesão pré-cancerígena, depois de anos tratando “aziazinha” com omeprazol sem investigação. Ou com doença inflamatória intestinal diagnosticada tardiamente porque os gases “eram só gases”.

Este artigo descreve os distúrbios digestivos mais comuns, como reconhecê-los e quando a investigação deixa de ser opcional.

A automedicação que silencia o diagnóstico

O acesso fácil aos inibidores de bomba de prótons, os prazóis, criou um problema: o paciente bloqueia a acidez gástrica, a dor desaparece, e a doença de base continua progredindo sem sinal visível. Além disso, o uso crônico sem indicação médica pode alterar a microbiota intestinal e prejudicar a absorção de vitamina B12 e cálcio.

Se você precisa de remédio para digestão mais de duas vezes por semana, isso não é estômago sensível. É uma patologia que ainda não foi diagnosticada.

1. Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)

A DRGE ocorre quando o esfíncter inferior do esôfago não fecha corretamente e o ácido gástrico sobe para uma mucosa que não foi feita para suportar esse pH.

Os sintomas clássicos são queimação retroesternal e regurgitação com gosto amargo. Os atípicos confundem: tosse seca crônica, rouquidão pela manhã, dor no peito que simula infarto e desgaste do esmalte dentário.

Quando investigar: sintomas duas ou mais vezes por semana, ou necessidade de dormir com travesseiros elevados para não engasgar. A investigação é feita por endoscopia digestiva alta e, em casos específicos, pHmetria e manometria. Refluxo ignorado a longo prazo pode evoluir para câncer de esôfago.

2. Dispepsia funcional

Muitos pacientes chegam ao consultório convictos de que têm gastrite. A endoscopia volta normal. É dispepsia funcional: o estômago não tem lesão visível, mas não relaxa adequadamente para receber a comida ou demora para esvaziá-la.

Os sintomas incluem saciedade precoce, dor na boca do estômago e náuseas constantes.

Quando investigar: sempre que a dor interferir na rotina alimentar. O diagnóstico é de exclusão; é preciso descartar úlcera e H. pylori antes de tratar a parte funcional. Não conseguir se alimentar normalmente não é adaptação.

3. Síndrome do Intestino Irritável (SII)

A SII envolve o eixo intestino-cérebro e é uma disfunção real na forma como o intestino se movimenta e processa a dor, sem lesão visível nos exames de imagem.

Os sintomas incluem dor abdominal que melhora após evacuar, alternância entre diarreia e constipação, distensão abdominal visível e muco nas fezes.

Quando investigar: sintomas persistindo por mais de três meses. É essencial diferenciar a SII de Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa, e investigar disbiose ou SIBO associados.

4. Litíase biliar

Ao contrário das condições anteriores, aqui o problema é mecânico. A bile pode cristalizar e formar cálculos na vesícula. Muitas pessoas têm pedras e não sentem nada até uma delas se mover e bloquear a saída da vesícula ou o canal do pâncreas.

Os sintomas são dor intensa no quadrante superior direito do abdômen, geralmente após ingestão de gordura, com possível irradiação para costas ou ombro direito, náuseas e vômitos.

Quando investigar: ao primeiro sinal de cólica biliar. Uma pedra que migra pode causar pancreatite aguda, com risco de morte. O diagnóstico é feito por ultrassom abdominal.

5. Intolerâncias alimentares e disbiose

Nem todo distúrbio digestivo é doença crônica. Intolerâncias a lactose ou glúten em não-celíacos, e o desequilíbrio da flora bacteriana causado por ultraprocessados, álcool e antibióticos, geram fermentação excessiva com sintomas claros: distensão abdominal intensa no fim do dia, gases com odor fétido e fadiga ou névoa mental após comer.

Quando identificado cedo, o quadro costuma ser reversível.

Sinais de alarme: investigação imediata

Estes sintomas indicam que algo mais grave pode estar acontecendo e exigem avaliação sem demora, independentemente da idade:

  • Perda de peso não intencional
  • Disfagia: sensação de comida parada ao engolir
  • Vômito com sangue ou fezes escuras e com sangue vivo
  • Anemia sem causa ginecológica identificada
  • Histórico familiar de câncer de estômago ou intestino

O que a medicina digestiva consegue ver hoje

Endoscopias com magnificação identificam células pré-cancerígenas invisíveis a olho nu. A cápsula endoscópica, uma pílula com câmera, filma todo o intestino delgado. Testes respiratórios detectam intolerâncias e supercrescimento bacteriano. As ferramentas existem; o que não pode faltar é a decisão de investigar.

Sua digestão como sinal clínico

Sintomas digestivos recorrentes não são inconveniência. São o corpo sinalizando que algo precisa ser investigado. Quanto antes o diagnóstico, menores as chances de progressão para quadros mais graves.

Se você usa Ozempic ou Mounjaro e tem desconforto digestivo persistente, não espere piorar. Agende uma avaliação completa do aparelho digestivo.

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